sexta-feira, 30 de abril de 2010

O que fica do eterno...

Uma satisfação imensa e incontida em forma de raio de luz vertical me corta e recorta, como uma impalação bendita, e intensa ilumina minha alma, meu corpo, e absorvo absorto e complacente e multidimensional o êxtase da felicidade de perceber máxima expressão da essência da existência.

Não obstante, antes e durante, a mãe Terra agoniza em dor dilacerante, torturada por parasitas que a corroem e a consomem, levando todos, algozes e agonizante a um destino de alternância onde nada tem importância, uma vez que cessado o existido de toda dor e todo o instinto.

Mas a mãe guarda em si o segredo dos milhões de voltas e revoltas em torno do sol desde o alfa. Longa vida para a Mãe Terra e de seus parasitas não restarão nenhuma marca ou memória, nem menção na história, nem sequer de alguma distração inglória.



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